Enfrentando a Crise: Recessão Persistente, Inflação Crescente, e a Força de Trabalho Informal – Resumo do relatório
Em 2009, pesquisadores de 14 localidades urbanas em 10 países da África, Ásia e América Latina conduziram entrevistas individuais e de grupo focais para investigar o impacto da crise econô- mica em trabalhadores em três segmentos da economia informal: trabalho domiciliar, comércio ambulante e catadores. A pesquisa descobriu que havia efeitos negativos significantes, incluindo a diminuição de demanda, aumento da concorrência dentro dos grupos estudados, bem como acesso limitado às medidas de emergência ou recuperação pelos participantes. O estudo concluiu que a economia informal não deveria ser vista simplesmente como um amortecedor para os trabalhadores formais despedidos durante a crise, mas que os impactos das tendências econômicas mundiais e os eventos desde o início da crise sobre os trabalhadores informais e empreendimentos informais também precisa ser compreendido e abordado.
Em 2010, pesquisadores conduziram uma segunda fase de pesquisas em 13 localidades de nove países principalmente (embora não exclusivamente) com a mesma amostra, para avaliar se haviam sinais de recuperação para os trabalhadores participantes.
Apesar de alguns avanços positivos, a Segunda Fase de pesquisa sugere um atraso na recuperação para os trabalhadores informais neste estudo. A persistência de desemprego e subemprego na economia informal continua conduzindo novos participantes no trabalho informal. Alguns entrevistados relataram demanda mais forte para seus produtos e serviços, mas muitos continuam enfrentando baixos níveis de vendas ou pedidos. Os rendimentos aumentaram para alguns trabalhadores em tempo integral nos níveis de meados de 2009, mas não nos níveis prévios à crise e ao ritmo de aumento dos custos de vida. A persistência de uma alta inflação – afetando os preços de comida e combustível em particular – intensificaram a pressão no orçamento familiar. Entrevistados continuam a restringir a alimentação da família. O abandono escolar, não comum na primeira fase de estudo, parece ter aumentado.
Relatório disponível em português aqui.
Ficha Técnica disponível em Português aqui.
Sumário Executivo disponível em Português aqui.
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